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por que a psicanálise?

Ao longo da vida, atravessamos momentos que nos colocam diante de impasses e que mobilizam sofrimentos: inibições, dificuldades em se relacionar com outros, sintomas orgânicos e psíquicos, perdas de pessoas amadas e queridas, processos de adoecimento, entre outros. Cada sujeito encontra formas próprias de ultrapassar essas experiências, mas há momentos em que o sofrimento insiste, retorna, ou se torna excessivo.

 

Em nossa época, há muitas ofertas terapêuticas que buscam intervir sobre determinadas características do sofrimento, com o intuito de fazê-lo cessar em tempos cada vez menores. Contudo, não é incomum que, passado um tempo, os sintomas retornem: com maior intensidade ou mudando suas características. O sujeito se vê, então, repetindo um circuito, preso em algo que não compreende inteiramente. Por que isso retorna? O que insiste? Por que sigo nesse caminho?

 

Na psicanálise há tempo e espaço para trabalhar com essas e outras perguntas. Trabalha-se como essas inquietações se articulam com aquilo que constitui cada sujeito, sua história de vida e a história que veio antes dele a partir da fala: é ela que abre o caminho para o trabalho, que pode operar alguma transformação.

 

Uma pessoa não começa uma psicanálise sabendo de antemão como fazer: são os psicanalistas que conduzem um percurso que talvez abra espaço para aparecer aquilo que não se sabe, ou seja, o inconsciente e suas manifestações, que aparecem em sonhos e lapsos na fala, por exemplo. 

 

Assim, o método da associação livre — em que o sujeito é convidado a dizer tudo o que lhe vier à cabeça, sem censura — permite que, pouco a pouco, o inconsciente se revele em seus efeitos, como nas confusões entre palavras ou nos sonhos. Pode ser que, como consequência dessa aposta, certos sintomas se modifiquem, desapareçam ou encontrem novos caminhos. Mas não é possível prometer que isso ocorrerá de forma imediata, definitiva e em todos os casos. 

 

Para nós, não existe uma régua capaz de medir qual questão, impasse, sofrimento ou dificuldade é mais valorosa de ser levantada como uma questão de atendimento. Ou seja, não há hierarquia entre sofrimentos. Mas sim, há dignidade na forma como cada um é atravessado por um impasse.

 

Se você tem uma questão que insiste, uma inquietação, um mal-estar — por menor ou mais difuso que pareça —, e deseja trabalhá-la em um processo analítico, essa aposta já está feita.

Perguntas frequentes

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